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Execução no ponto de venda

Tudo o que foi acordado com o retalhista só conta se estiver mesmo na loja. A execução no ponto de venda é a disciplina de verificar isso, com evidência, e de agir quando não está.

O que é execução no ponto de venda

Execução no ponto de venda é o conjunto de práticas que garante que aquilo que a marca negociou com o retalhista acontece de facto na loja: o produto está disponível, no sítio combinado, com o preço certo, o material promocional montado e a promoção ativa. Mede-se por visita, com evidência fotográfica e respostas a critérios definidos.

Porque é que isto é um problema real

Entre o acordo comercial e a prateleira há muita coisa que corre mal: a encomenda não chega, o repositor coloca noutro sítio, o cartaz promocional fica na arrecadação, o preço na etiqueta não é o negociado. Nada disto aparece no relatório de vendas até ser tarde. A visita à loja é o único momento em que se vê o que está realmente a acontecer.

Como funciona, na prática

  1. Definir o que se vai verificar

    Uma checklist por marca ou por categoria, com critérios objetivos: presença, facing, preço, material promocional, estado do linear. Perguntas fechadas sempre que possível, porque é o que permite comparar entre lojas.

  2. Planear as visitas

    Agrupar as lojas em rotas por proximidade e por prioridade. Uma equipa que perde duas horas por dia em deslocações faz menos visitas do que devia.

  3. Registar no local

    Responder à checklist, fotografar o que interessa e registar o que precisa de ação. A geolocalização e a hora ficam associadas, o que dá credibilidade ao registo perante o cliente.

  4. Resolver o que ficou aberto

    O que não está conforme vira incidente ou tarefa, com responsável e prazo. Sem este passo, a visita é só documentação.

  5. Analisar e comparar

    Cruzar as respostas entre lojas, entre marcas e ao longo do tempo. É aqui que se percebe se o problema é de uma loja, de uma insígnia ou da campanha inteira.

Quem trabalha com isto

Gestor de trade marketing

Precisa de saber se a campanha que desenhou está montada nas lojas certas, e de conseguir prová-lo ao cliente interno.

Supervisor de equipa de campo

Precisa de ver o que a equipa fez, onde, e quanto tempo demorou, sem ter de perguntar a cada pessoa.

Promotor ou repositor

Precisa de registar a visita depressa, no telemóvel, mesmo sem rede, e de não repetir informação que já deu.

Agência de field marketing

Precisa de entregar ao cliente evidência do trabalho feito, com fotografias e dados por marca, e não um resumo em Excel.

Casos de utilização

1

Auditoria de campanha promocional

Uma campanha arranca em 120 lojas. Nos primeiros três dias, a equipa visita uma amostra e regista se o expositor está montado e no sítio acordado. Ao fim do terceiro dia sabe-se em que insígnias falhou a montagem, a tempo de corrigir enquanto a campanha ainda decorre, em vez de descobrir no relatório final.

2

Controlo de rutura de stock

A checklist inclui, por referência, se o produto está em linear. Ao fim de algumas semanas os dados mostram que a rutura se concentra em determinadas lojas e sempre às sextas-feiras, o que aponta para um problema de reposição e não de encomenda.

3

Prova de execução para o cliente

Uma agência tem de justificar mensalmente o trabalho faturado. Em vez de um mapa de horas, entrega um relatório com as visitas feitas, as fotografias de cada uma e a evolução dos critérios ao longo dos meses.

O que muda

Sem sistemaCom execução estruturada
Relatórios em email e pastas, impossíveis de compararUm histórico único, pesquisável e comparável entre lojas e anos
Só se sabe que a campanha falhou no fechoSabe-se durante, a tempo de corrigir
A evidência é a palavra de quem visitouFotografia com data, hora e localização
O que fica por resolver perde-seVira tarefa com responsável e prazo
Cada pessoa regista à sua maneiraA mesma checklist para toda a gente, logo dados comparáveis
Rotas definidas de cabeçaRotas planeadas e otimizadas, menos tempo em deslocações

Indicadores que vale a pena medir

Disponibilidade em linearPercentagem de visitas em que o produto estava presente. É o indicador base de qualquer programa de execução.
Conformidade promocionalPercentagem de lojas com o material montado como definido. Mede a execução da campanha, não o seu desenho.
Share of shelfEspaço ocupado pela marca face ao total da categoria. Mede posição competitiva.
Conformidade de preçoPercentagem de lojas com o preço dentro do intervalo acordado.
CoberturaPercentagem das lojas do universo visitadas no período. Sem cobertura, os outros indicadores não são representativos.
Tempo até à resoluçãoQuantos dias passam entre detetar um problema e fechá-lo.

O que uma ferramenta de execução tem de fazer

Funcionar sem rede

As lojas têm caves, armazéns e zonas sem cobertura. Se a aplicação exige ligação, a equipa acaba a apontar no papel.

Ser rápida de preencher

Uma checklist que demora 20 minutos é uma checklist que se preenche mal. O tempo de registo é uma decisão de desenho, não um detalhe.

Guardar a evidência junto do registo

Fotografia, resposta e contexto no mesmo sítio. Separá-los é o que faz perder o histórico.

Permitir comparar

Entre lojas, entre marcas e ao longo do tempo. Sem comparação há registo mas não há análise.

Fechar o ciclo

Detetar um problema tem de gerar uma ação atribuída a alguém, ou o sistema é apenas um arquivo.

Abrir os dados

Uma API que permita levar os dados para o ERP ou o BI da empresa, sem depender do fornecedor.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre execução no ponto de venda e trade marketing?

O trade marketing define a estratégia no canal: que promoções fazer, que espaço negociar, que material produzir. A execução no ponto de venda é a verificação de que isso aconteceu na loja. Um desenha, o outro confirma.

Com que frequência se deve visitar cada loja?

Depende do peso da loja e da volatilidade da categoria. Um padrão comum é visitar as lojas de maior volume semanal ou quinzenalmente e as restantes mensal ou trimestralmente. O importante é a frequência ser definida e cumprida, para os dados serem comparáveis entre períodos.

É preciso fotografar em todas as visitas?

A fotografia é o que transforma uma opinião em evidência, sobretudo quando o registo vai ser mostrado ao retalhista ou ao cliente. Vale a pena fotografar sempre o linear e o material promocional, e reservar as restantes para o que estiver fora do normal.

Como se evitam visitas registadas sem terem acontecido?

Associando geolocalização e hora a cada visita, e comparando com a morada da loja. Não é uma prova absoluta, mas torna a divergência visível e mudou o comportamento em todas as equipas onde foi introduzido.

Isto aplica-se a lojas online?

Sim, e cada vez mais. Os mesmos critérios — presença, posição, preço, imagem, descrição — aplicam-se à ficha de produto num e-commerce. É o que se chama prateleira digital, e faz sentido estar no mesmo histórico da execução física.

Que dimensão de equipa justifica um sistema?

A partir de duas ou três pessoas a visitar lojas com regularidade, o custo de organizar relatórios dispersos já é superior ao de os centralizar. Abaixo disso, o problema costuma ser de memória e não de coordenação.

O que fazer com o histórico antigo em Excel?

Vale a pena importar pelo menos o registo de lojas, para não recomeçar do zero. Os relatórios antigos raramente compensam migrar, porque não têm estrutura comparável; o mais prático é mantê-los em arquivo e começar o histórico estruturado a partir de uma data.

Aprofundar cada parte

Ver isto a funcionar

O Visit Dock cobre todo o ciclo: checklists, rotas, registo no terreno, tarefas e análise. Mostramos com dados parecidos com os da sua operação.